10 dúvidas frequentes sobre a compra da casa própria

10 perguntas frequentes sobre a compra da casa própria

A compra da casa própria é o sonho de muitos brasileiros. Por isso, também é comum que as emoções acabem influenciando na hora de fechar negócio. Muitas vezes, a ansiedade leva a pular etapas ou a desconsiderar o próprio orçamento. A falta de critério e planejamento ao tomar esta decisão pode ter consequências graves na sua vida financeira e pessoal.

Evite problemas no futuro e faça a sua escolha equilibrando o lado emocional e o lado racional. Nessa etapa, nada melhor que o planejamento, não é mesmo? Por isso, listamos 10 perguntas frequentes sobre a compra da casa própria. Responda-as e faça uma auto avaliação antes de tomar uma decisão:

 

1. Qual é a hora certa de comprar o imóvel próprio?

 

A hora certa não depende somente de ter condições financeiras. Assuntos pessoais e profissionais são determinantes para o sucesso da compra de um imóvel. Tudo está relacionado ao projeto de vida. Ter uma vida estável, tanto na vida familiar quanto na carreira, é um ponto muito importante. Ainda mais para quem pensa em financiamento a longo prazo.

O tamanho e a localização do imóvel também estão diretamente ligados a essas questões. Se está nos seus planos ter filhos, por exemplo, faz sentido comprar um apartamento de três quartos.

 

2. Quanto devo pagar à vista, na entrada do imóvel?

 

Antes de tudo, é necessário considerar que os bancos não financiam 100% do valor da casa. A primeira recomendação para quem quer comprar um imóvel, portanto, é pagar a maior parte possível à vista e financiar o menor valor. Para isso, vale a pena esperar e economizar durante alguns anos, para pagar menos juros nas parcelas.

A média de entrada é de 30% do valor, mas há quem diga que a entrada deve ser de, no mínimo, 50% do valor do imóvel. Se a ideia de ter que juntar tudo isso antes te desanima, uma opção é escolher um apartamento menor ou em outra localização, até encontrar um lugar compatível com a sua realidade financeira. 

Outra opção é utilizar o FGTS na entrada, caso você tenha contribuído por muito tempo e já tenha um bom valor guardado.

 

3. Qual o valor devo pagar na parcela?

 

Todas as dívidas mensais da vida financeira de uma pessoa deveriam comprometer, no máximo, 30% da renda. Isso inclui prestação de carro, fatura, aluguel e outras contas. Se passar disso, você corre um grande perigo de se tornar inadimplente em alguma área da vida, e até ser recusado em alguma solicitação de empréstimo ou financiamento.

Para quem ganha R$ 3.000, por exemplo, a ideia seria comprometer, no máximo, R$ 900 com parcelas a pagar. Às vezes acreditamos que podemos dar conta das dívidas de qualquer jeito, trabalhar bastante e pagar tudo. Mas imprevistos acontecem, as contas chegam, gastos emergenciais surgem… Então vale controlar para não faltar.

 

4. Será que compensa fazer um financiamento imobiliário longo?

 

Muita gente pensa que é interessante esticar ao máximo o prazo de financiamento, porque assim o valor da parcela diminui. Porém, o ideal é optar pelo menor prazo possível de financiamento, para pagar menos juros.

Sempre vale a pena calcular o valor da parcela para diferentes prazos e situações. Simule o financiamento em 30 anos e também para 10 anos, por exemplo. E comparar o que melhor cabe no seu bolso, porque o prazo mais curto é mais vantajoso.

 

5. Quanto preciso de reserva financeira?

 

Além de dar a maior entrada possível na compra do imóvel, é importante reservar dinheiro para emergências. Imprevistos acontecem, e o ideal ter cerca de seis meses da renda guardados para esses casos.

Muitas pessoas costumam dar todo o dinheiro que têm na hora da aquisição da casa própria. Depois, são pegas de surpresa pelos imprevistos e acabam atrasando o pagamento da prestação do imóvel. Economizar requer paciência e disciplina financeira. Inclua a reserva financeira no seu planejamento para não se enforcar em dívidas.

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Calcule os gastos com a compra do imóvel

 

6. Gastos contratuais com documentação: quanto custa a escritura do imóvel?

 

Não são apenas os imprevistos que pedem uma reserva financeira. A compra de um imóvel inclui uma série de gastos contratuais, com documentos como:

  • Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI)
  • Registro de Compra em Cartório
  • Escrituração e outros.

Estima-se que a documentação custe, no total, cerca de 5% do valor de uma casa. São despesas inevitáveis (e necessárias para que a compra fique legalizada). Portanto, devem estar no seu planejamento financeiro.

 

7. O bairro do imóvel combina com meu estilo de vida?

 

Antes de escolher o lugar da sua futura casa, avalie vantagens e desvantagens de cada bairro. O mais provável é que você ocupe esse imóvel por um bom tempo, portanto é fundamental que a região atenda seu estilo de vida.

O que é mais importante para você: morar em um bairro residencial, em um lugar mais amplo e tranquilo, compatível com as necessidades da sua família? Ou seu estilo é mais um bairro comercial, com agito e localização estratégica? Pese essas características, a disponibilidade do seu orçamento e faça a sua escolha.

 

8. A propriedade escolhida está livre de inconvenientes?

 

Além do estado de conservação do imóvel, outro ponto fundamental é analisar a parte legal. Verificar se a documentação está em dia e se não existe nenhuma complicação judicial envolvendo a propriedade.

Pode acontecer, por exemplo, de um imóvel à venda estar implicado em um processo de herança ou divórcio, sem o conhecimento de todos os proprietários. Golpes e armadilhas no mercado imobiliário, infelizmente, podem acontecer. A idoneidade do vendedor ou da construtora não pode gerar desconfiança.

 

9. A documentação já está organizada?

 

Para investir na compra de um imóvel é fundamental estar com o nome limpo e com a documentação em dia. Caso você queira solicitar o financiamento através de um banco, tenha em mãos o RG, CPF e comprovantes de renda, no mínimo.

Faça uma lista com o que você precisa, separe uma pasta para deixar tudo guardado. Ter essa parte burocrática resolvida pode facilitar a aprovação do seu financiamento.

 

10. O valor da compra do imóvel pode ser negociado?

 

Você fez todo seu planejamento financeiro. Conseguiu economizar para dar uma boa entrada e considerou os gastos extras. Já escolheu o bairro, já pesquisou o estado físico e legal do imóvel. E a documentação está pronta.

Com tudo isso, tem mais uma coisa que você pode e deve fazer: negocie o preço. O mercado imobiliário costuma ser flexível nesse aspecto e os valores podem ser conversados. Pergunte por descontos para quem paga à vista ou dá entradas maiores. Mostre seu interesse real pelo imóvel e faça uma proposta!

Hoje em dia simular um financiamento é mais simples do que você imagina. Ao invés de se perder fazendo cálculos, acesse o SimulaImob e calcule o valor da sua parcela de um jeito fácil e rápido!

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