Empréstimo para comprar imóvel – vale a pena?

Comprar um imóvel, seja casa ou apartamento, é um grande passo na vida. Este é o sonho de grande parte dos brasileiros, e o principal empecilho para realizá-lo é dinheiro… na verdade, a falta dele.

 

Para viabilizar esse processo, algumas empresas oferecem diversos tipos de crédito para custear a compra da casa própria. Os mais tradicionais são o consórcio e financiamento imobiliário, e também existe a possibilidade de contratar um empréstimo para custear uma parte da compra, como a entrada. Será que vale a pena?

 

Primeiro, é necessário entender que todas as modalidades tem a mesma função: oferecer crédito para o consumidor. Outro ponto importante é analisar a característica de cada tipo de crédito e verificar se ele faz sentido para o seu propósito, que é comprar uma casa. Vamos lá?

 

Como funciona o consórcio e financiamento imobiliário?

 

No consórcio, um grupo de pessoas com o mesmo objetivo é formado. Ou seja, pessoas que desejam comprar um bem de mesmo valor. Os participantes do grupo devem contribuir mensalmente com uma parcela, que já irá descontar as taxas dessa modalidade de crédito.

 

Uma vez por mês, alguém é sorteado e ganha uma carta de crédito contemplada com o valor total para comprar sua casa. Apesar de simples, essa modalidade pode somar até 15% de taxas em cima do valor total.

 

Já no financiamento, você escolhe um banco, um imóvel e solicita o crédito. Em seguida, o banco compra o seu imóvel e o transfere para você, e em troca você o paga mensalmente, até quitar o valor total do financiamento contratado.

 

O prazo para quitar esse tipo de financiamento pode variar até 35 anos, dependendo da sua renda, idade, valor do imóvel, etc.

 

E o empréstimo, como funciona?

 

Já o empréstimo em espécie é aquele que recebemos o dinheiro vivo na conta. Geralmente pode ser solicitado em outras instituições além de bancos.

 

Os valores praticados para o empréstimo pessoal, por exemplo, variam de R$500 a R$30.000, e pode ser parcelado em até 96 vezes nos bancos mais tradicionais. As taxas de juros variam de 4% até 17% ao mês

 

Nesta modalidade de empréstimo, o consumidor pode fazer o que quiser com o dinheiro, até mesmo usar para dar entrada na casa própria.

 

Como vimos no artigo sobre financiamento imobiliário, os bancos financiam até 80% do valor do imóvel, mas esse 20% pendente precisa ser dado como entrada.

 

Como utilizar um empréstimo para comprar um imóvel?

 

Assim como grande parte dos brasileiros, você pode escolher o financiamento imobiliário. Essa modalidade é para quem quer/precisa ter o imóvel de imediato, mas não conseguiria quitar sem crédito. Lembre-se de escolher uma opção com parcelas que caibam no seu bolso!

 

Se você optar pelo consórcio, saiba que a tão sonhada carta de crédito pode demorar a chegar. Essa opção é considerada por pessoas que querem comprar uma casa, mas não tem urgência de morar nela.

 

Em ambos os casos, não esqueça de fazer um planejamento financeiro. É essencial ter na ponta do lápis a quantidade de juros que você está pagando.

 

Já o empréstimo pessoal pode ser usado como entrada do imóvel, conforme falamos. A desvantagem é a mesma que a de outros créditos: o acréscimo de juros e taxas.

 

Simulação de financiamento e empréstimo

 

Para exemplificar uma simulação de compra de imóvel com as duas modalidades de crédito, fizemos uma cotação no valor de R$100.000.

 

Valor do financiamento (80%)

A simulação de financiamento imobiliário foi feita no simulaimob, de forma simples e rápida. Isso ajudou a identificar o valor das parcelas de um financiamento, que tem o valor de R$80.000 . O resultado foi o seguinte:

Valor da entrada (20%)

E para quitar os outros 20% da entrada do imóvel, optamos pelo empréstimo pessoal. Os juros e taxas são bem mais baixos do que o cartão de crédito e cheque especial, por exemplo. Veja o resultado da cotação:

 

Valor solicitado de crédito: R$20.000.

Valor das parcelas: de R$1064 até R$2207 em 24 meses.

Valor total do empréstimo com juros: de R$25.000 a R$53.000.

As condições mudam de acordo com a renda, valor do empréstimo, quantidade de parcelas, score do serasa, garantia de empréstimo, etc.

 

Afinal, vale a pena fazer empréstimo para comprar imóvel?

 

O ideal é juntar o máximo de dinheiro para dar na entrada. Caso não possa quitar o imóvel a vista, também é possível financiar com uma instituição que ofereça segurança e boas taxas.

 

Então, se você tem urgência e precisa comprar um imóvel imediatamente, tenha em mente que as empresas facilitam o crédito de acordo com a sua renda mensal e o valor do bem, por exemplo.

 

Cada um sabe onde a necessidade aperta, não é mesmo? Mas lembre-se: quanto maior o crédito solicitado, maior a porcentagem de juros em cima das parcelas.

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